quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

CAPÍTULO 2 - "LOVE IS A FUNNY THING..."



No capítulo anterior...
E pronto, só faltava uma pessoa... Só faltava cumprimentá-lo... Já falava bastante com ele virtualmente, mandei-lhe bastantes desenhos que fiz só para ele... e agora ele está aqui? O que é que eu faço? Não sei como reagir com ele...

            Estou completamente bloqueada a olhar para ele...
            - E eu? Também posso receber um abraço? - perguntou-me sorrindo e por mais incrível que possa parecer, ele é ainda mais bonito ao vivo, para minha desgraça...
            - Hmm... Um abraço? Sim, claro... - eu nem posso acreditar, ele quer um abraço meu, ele deve reconhecer-me por todas as mensagens e desenhos que já lhe enviei, estou tão feliz!!
            - Eu sei que não nos conhecemos, eu sou o Pedro Rebocho, muito prazer... - afinal não, ele não me reconheceu...
            - Sou a Inês Correia, muito gosto em conhecer-te, prazer é só na cama - pisquei o olho na brincadeira, o que gerou risota geral. Eu não posso demonstrar que estou desiludida por ele não me reconhecer, pelos vistos eu não sou assim tão importante para ele como eu pensava que era...
            Ele riu-se com o que eu disse e abraçou-me, foi perfeito... O cheiro dele é viciante, o abraço dele é acolhedor, reconfortante... Ele sem dúvida é especial para mim, pena o inverso não ser verdade...
            Assim que tive de me afastar do Pedro, senti um vazio dentro de mim... Mas, como sempre, tentei disfarçar os meus sentimentos e falei com o meu primo:
            - Kiko, ajuda-me a ir à casa de banho para mudar de roupa...
            - Mudar de roupa? Porquê? - questionou o meu primo confuso.
            - Vamos lá para fora, está mais agradável e eu não vou de camisa de dormir, ainda por cima com quatro gatos do Benfica comigo - afirmei piscando o olho para eles.
            Entre muitas brincadeiras, escolhi uma roupa e o meu primo ajudou-me a ir até à casa de banho, mudei de roupa, lavei a cara e olhei-me ao espelho falando para mim mesma:
            - Inês, ele não pode mexer tanto contigo, ele não sabe quem és... Controla-te, por favor... - sorri vitoriosa, ganhando coragem para enfrentar o que me esperava.
            Saí pronta e tinha o meu médico jeitoso a falar com os rapazes...
            - Aqui está a minha paciente favorita e mais rebelde - disse o meu médico de braços abertos para mim.
            - Aqui está o melhor médico deste hospital - abracei-o com carinho e dei um beijo na bochecha dele.
            - Só deste hospital? Podias ter sido mais simpática... - reclamou para me picar, porém logo a seguir vi o seu rosto ficar sério e adotou uma atitude 100% profissional.
            - Ui, o que é que vem aí? O que é que me quer dizer, Dr. Gonçalo Lemos? - perguntei intrigada.
            - Tudo bem se querem ir lá para fora, mas vais de cadeira de rodas e sem discussão possível, Inês...
            - Nem pensar... Eu não estou incapaz de andar, eu vou pelo meu próprio pé...
            - Inês, sem discussão... Tu cada vez estás mais fraca, mais cansada... Não teimes, tu assim pioras...
            - Nocas, linda, ouve o Doutor... É só uma cadeira, por favor... - ótimo, não me bastava o médico, agora também o meu primo...
            - Eu já disse que não, eu consigo andar... - contra-argumentei decidida.
            - Desculpem meter-me mas, e se eu levasse a Inês ao colo? Ela não se cansava e não tinha de andar numa cadeira - sugeriu o Pedro. Eu ao colo dele? Uh, gostei, gostei... Adotei o meu olhar gato das botas para o Gonçalo, ele não pode dizer que não...
            - É uma boa alternativa, SE e só SE a Inês não andar muito tempo a esforçar-se... -  Oh, Yes! O jeitoso cedeu! A minha deusa interior está aos pulos, tipo uma cheerleader.
            - Pedro, não te importas de andar comigo ao colo? Eu ainda sou pesada... - apesar de tudo, não quero incomodá-lo...
            - Eu sugeri, não foi? Então é porque não me importo... Descontrai, pequena - disse acariciando-me a bochecha e ele chamou-me pequena? Que querido! - Além disso, tu achas que eu sou fraquinho como o Rapha? Eu aguento bem contigo...
            - Hey! Obrigadinho, mano - e pronto, todos gargalhamos. Como eu adoro a amizade destes dois...
            - Obrigada, Pedro! - abracei-o entusiasmada.
            - Vá, anda para as minhas costas e vamos lá apanhar ar - disse já pondo-me onde queria.
            Seguimos então todos para o jardim do hospital, os rapazes iam à conversa e eu sentia-me genuinamente feliz, como uma criança, então eu comecei a cantar a primeira música que me passou pela cabeça:
            - "Essa mulher enlouqueceu             
    Ela quer montar em cima de mim
    Ela pirou de vez              
    Tá pensando que eu sou seu cavalinho             
    E eu vou só dizendo assim             

   Vai, vai, e vai no cavalinho             
   Vai, vai, vai, e vai no cavalinho             
   Vai, vai, vai, e vai no cavalinho ..."
            Eles pararam logo de falar e quando me apercebo, estamos todos a cantar isso e os rapazes (exceto o Pedro que me tinha às cavalitas) começaram a dançar, a brincadeira entre nós não tinha limites.

            Estávamos já há algum tempo sentados na relva à conversa, eu estava deitada com a cabeça no colo do meu primo e as pernas no colo do Fábio quando o meu primo se vira:


Olá! Aqui fica o 2º capítulo... 
Espero que gostem...
Beijinhos,
Rita Bonito 

3 comentários:

  1. Olá!

    aii que esta relação Inês-Pedro, está a aquecer, e isso me gusta tanto uhuh.
    Os gatos do Benfica,.. isso era tão melhor com a Inês fora do hospital, i love it.
    Quero mais, assim muito mais.

    Beijinhos!

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  2. Fantástico...

    Quero mais... Tou super curiosa para ver o próximo...

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